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title: "Console administrativo"
description: "O console administrativo do TrustBridge em /admin no Servidor: uma aplicação web Blazor em inglês ou português do Brasil, com login por segundo fator e alterações auditadas."
canonical: "https://docs.lacunasoftware.com/articles/trustbridge/admin-console"
locale: "pt-BR"
product: "TrustBridge"
last_updated: "2026-10-12"
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# Console administrativo

O console administrativo fica em `/admin` no Servidor. É uma aplicação web Blazor que pode ser lida em
**inglês ou em português do Brasil**, conforme o `Accept-Language` do navegador e um seletor de idioma
no topo; duas pessoas podem ler a mesma implantação em idiomas diferentes ao mesmo tempo. Vereditos de
certificado, nomes de eventos de auditoria, linhas de log e as mensagens do próprio Signer ficam em
inglês em todas as telas.

Tudo o que o console mostra é lido do banco de dados da plataforma, e tudo o que ele altera é gravado
na Trilha de Auditoria, com a conta conectada como autora.

## Entrar no console

Uma **Conta Administrativa** é um login local: um endereço de e-mail, uma senha de pelo menos doze
caracteres e um **Segundo Fator** de um aplicativo autenticador. Não há provedor de identidade externo
nem e-mail de redefinição de senha. A primeira conta é criada a partir de `Admin:Bootstrap:*` num
Servidor cuja tabela de contas está vazia; todas as seguintes são criadas por um Administrador na tela
**Configurações e usuários**, e ele entrega a senha inicial pessoalmente.

No primeiro login, a conta faz a **inscrição** do segundo fator: o console mostra um QR code para o
aplicativo autenticador e, em seguida, um conjunto de **Códigos de Recuperação**, mostrado uma única
vez. Um Código de Recuperação é um substituto de uso único para o autenticador; um conjunto novo
substitui todo o antigo. Guarde os códigos num lugar que não se perca junto com o celular.

Dois perfis:

| Perfil | Pode |
|---|---|
| **Administrador** | Ler tudo e mudar o estado da plataforma: admitir e revogar máquinas, cadastrar aplicações e emitir chaves, importar e desativar Certificados do Cofre, adicionar e remover Autoridades Certificadoras Confiáveis, alterar configurações, gerenciar contas. |
| **Auditor** | Ler tudo, sem alterar nada. |

A página inicial (Landing Page) em `/` é o que o navegador vê antes do login. Ela diz o que é o
Servidor e traz links para seguir adiante; não mostra nenhum estado da plataforma.

## Monitoramento

### Trilha de Auditoria

`/admin/audit`. O registro somente de acréscimo (append-only) dos eventos da plataforma: acesso à API,
ciclo de vida das sessões e das assinaturas, eventos de estações de trabalho e de PIN, entregas de
callback, ações administrativas. Uma linha por evento com o momento (UTC), o nome do evento, o autor,
o objeto e o resultado, além dos detalhes. PINs, conteúdo de documentos e bytes de assinatura nunca
aparecem.

Filtros: um autor (nome de exibição ou id exato), uma chave de API (a trilha de uma única chave,
incluindo as chamadas recusadas), um id de correlação (toda a trilha de uma requisição), um evento, um
intervalo de tempo. Outras telas levam à trilha por uma coluna **Trilha**, de modo que uma Sessão de
Assinatura ou uma linha de chave de API fica a um clique do seu histórico. Uma linha que o banco de
dados recusou foi gravada no Log do Servidor no nível `Critical`, e o console mostra um alerta quando
isso acontece.

A retenção é definida por `Audit:RetentionDays` (365 por padrão), uma das sete configurações que um
Administrador pode alterar na tela **Configurações e usuários**.

## Frota

### Estações de Trabalho

`/admin/fleet`. Todas as máquinas admitidas: nome da máquina, sistema operacional, versão do
Workstation Service, número de certificados, visto por último e a situação dela em relação às
Autoridades Certificadoras Confiáveis deste Servidor. O painel de uma máquina mostra a impressão
digital e a postura da chave, os certificados e as ações disponíveis: **devolver para Pendente**
(mantém a chave e o histórico) ou **Revogar** (recusada permanentemente, sem volta). Revogar é o
controle que não depende da cooperação da máquina, e a resposta certa para uma máquina perdida, roubada
ou desativada sem desinstalação.

A coluna de situação de confiança mostra uma de cinco indicações por máquina:

| Situação | Significado |
|---|---|
| Em dia | A máquina tem o conjunto de Autoridades Certificadoras Confiáveis em vigor. |
| Atrasada | A máquina ainda tem um conjunto anterior. |
| Recusa | A máquina está configurada para não aceitar o conjunto do Servidor (`UseServerTrustedCas` desligado). |
| Requer atualização | Os componentes da máquina são anteriores ao protocolo 2 e não conseguem pedir o conjunto. |
| Não informada | A máquina não informou qual conjunto tem. |

### Fila de admissão

`/admin/admission`. Máquinas que pediram para entrar e estão aguardando uma pessoa. Cada linha mostra
o nome da máquina, o sistema operacional, as versões, a postura da chave (**Chave em hardware** ou
**Chave em software**) e a impressão digital dela, e há quanto tempo a máquina está aguardando.
**Admitir** a deixa entrar; na próxima reconexão, a máquina se conecta e passa para a tela da frota.

Acima da tabela, a tela explica o que significa admitir: sem um canal independente (out-of-band)
contra o qual conferir uma impressão digital, admitir é uma decisão, e não uma verificação. Leia o nome
da máquina e a postura; se a implantação definir `Admission:RequireHardwareBackedKeys`, o controle
**Admitir** recusa uma máquina com chave em software, e a linha explica o motivo. Um pedido que ninguém
atende expira depois de `Admission:PendingExpiry`, contado a partir do último pedido da máquina.

### Registro de Certificados

`/admin/certificates`. Todos os Certificados de Estação de Trabalho que a frota anunciou: thumbprint,
CPF do titular, titular, emissor, validade, veredito e quais estações de trabalho têm o certificado,
com o estado de conexão de cada uma e quando foi vista por último. Filtre por status. As entradas
refletem o último estado conhecido; os certificados de uma estação de trabalho desconectada continuam
na lista, marcados como offline.

Uma linha `UNTRUSTED` oferece **Confiar no emissor**: o Servidor percorre a cadeia do certificado,
identifica a autoridade pela qual não conseguiu chegar a uma raiz e oferece adicioná-la como
Autoridade Certificadora Confiável. Uma máquina com um Workstation Service mais antigo não envia a
codificação do certificado, então as linhas dela não podem oferecer essa opção.

### Sessões de Assinatura

`/admin/sessions`. Todas as Sessões de Assinatura: o CPF, a que a sessão está **vinculada** (um
certificado numa estação de trabalho identificada, ou o cofre), o estado (Ativa, Expirada, Desativada,
Substituída, Esgotada, Interrompida), quando foi criada e quando expira, o número de documentos
assinados com ela e, onde a implantação definiu uma Franquia de Assinaturas, quanto já foi gasto dela.
Cada linha leva à sua trilha.

### Operações de Assinatura

`/admin/operations`. Uma linha por documento enviado para assinatura: o nome do documento, a sessão,
onde foi executada (uma estação de trabalho ou o cofre), quando foi enviada, o estado (`Pending`,
`Completed`, `Failed`), o código de falha e a etapa alcançada quando falhou, e o id de correlação que
o cliente pode citar. Uma execução interrompida por um reinício do Servidor é encerrada por uma
varredura como `Failed`, com `RUN_STRANDED`.

## Acesso

### Aplicações Cliente

`/admin/applications`. Os sistemas externos que chamam o SignSession Contract, cada um com suas chaves
de API. Cadastre uma aplicação com um nome (como a Trilha de Auditoria vai chamá-la) e uma descrição e,
em seguida, use **Emitir chave**: dê à chave um nome que diga onde ela está implantada e, se quiser,
uma data de validade. **O valor da chave é mostrado uma única vez**, num diálogo, e só o SHA-256 dele é
armazenado; nada o recupera depois. Cada linha de chave mostra a idade, o último uso e a trilha da
própria chave.

Uma chave pode ser **revogada** (a próxima requisição que a apresentar é recusada, permanentemente) e
ter a validade editada. Uma aplicação pode ser **desativada**, o que recusa todas as chaves dela de uma
vez, mas as mantém, e depois **ativada** de novo. Chaves ausentes, desconhecidas, revogadas, expiradas
e de aplicações desativadas são todas rejeitadas da mesma forma no protocolo, com `UNAUTHORIZED`.

### Certificados do Cofre

`/admin/vault`. Só existe num Servidor com `Vault:Enabled`; caso contrário, a tela informa que o cofre
está desligado e cita a configuração. Lista todos os certificados que o próprio Servidor guarda: CPF,
titular, emissor, validade, veredito, quando foi importado e se está em uso.

**Importar um PFX**: um certificado e sua chave privada por arquivo, com um CPF da ICP-Brasil, junto
com a senha do arquivo. A importação comprova que o arquivo pode ser aberto pelo leitor que vai
assinar com ele; um arquivo cuja chave esteja protegida com `pkcs5PBES2` é recusado com uma mensagem
que indica a reexportação no formato legado (`openssl pkcs12 -export -legacy`). A senha é usada uma vez
e nunca armazenada: a aplicação cliente a fornece como o `pin` em cada criação de sessão. Um Servidor
sem licença recusa toda importação.

Duas ações por certificado. **Desativar** o deixa **Fora de uso**: ele não cria sessão nem assina nada
até ser ativado de novo, enquanto o arquivo, a chave e o histórico permanecem. **Excluir** destrói o
material da chave privada e não pode ser desfeito; a confirmação pede que você digite o CPF. Nenhuma
das duas afeta uma sessão ativa já vinculada ao certificado, exceto pelo fato de que o segredo retido
para essa sessão é descartado na hora, então a próxima assinatura dela é recusada. Não existe caminho
de exportação ou download em lugar nenhum.

### Autoridades Certificadoras Confiáveis

`/admin/trusted-cas`. As autoridades certificadoras em que um Administrador mandou este Servidor
confiar, além das raízes da ICP-Brasil que a implantação já reconhece. Cada linha: a autoridade, o
tipo (**Raiz** ou **Intermediária**), quantos certificados dependem dela e desde quando.

**Confiar em uma autoridade certificadora**: faça upload de um arquivo, DER, PEM ou um pacote PKCS#7,
identificado pelo conteúdo, e não pelo nome. Um arquivo pode trazer uma cadeia inteira, e todas as
autoridades dela são oferecidas. O certificado de um titular também é aceito: o Servidor lê o emissor
dele, segue os ponteiros `caIssuers` do próprio certificado pela web quando necessário (no máximo
quatro buscas) e oferece o que encontrou, marcando uma autoridade obtida de uma URL indicada pelo
próprio certificado não confiável como uma cuja impressão digital deve ser conferida com cuidado
especial. Nada passa a ser confiável até você confirmar a oferta.

A adição entra em vigor no Servidor em execução, sem reinício, e chega a todas as máquinas admitidas
no protocolo 2 em segundos. **Deixar de confiar** numa autoridade pode tornar Certificados de Estação
de Trabalho e Certificados do Cofre `UNTRUSTED`, por isso a confirmação informa antes quantos dependem
dela. Uma máquina offline continua confiando numa autoridade removida até se reconectar. As linhas
removidas são mantidas, e não apagadas, para que a Trilha de Auditoria possa citá-las.

## Sistema

### Configurações e usuários

`/admin/settings`. Duas coisas.

**Configurações da plataforma**: as sete chaves que um Administrador pode sobrescrever em tempo de
execução, cada uma com um texto de ajuda e o padrão da implantação ao lado. Um valor salvo prevalece
sobre a configuração da implantação e entra em vigor sem reinício; **Restaurar os padrões da
implantação** limpa os overrides.

| Configuração | Padrão |
|---|---|
| Janela padrão da sessão | 1 h |
| Janela máxima da sessão | 24 h |
| Tempo limite do pedido no Tray App | 60 s |
| Falhas de PIN antes do bloqueio | 5 |
| Janela de bloqueio de PIN | 15 min |
| Tolerância de reconexão da estação de trabalho | 15 s |
| Retenção da auditoria (dias) | 365 |

Duas opções **não** estão aqui, de propósito: `Admin:SecondFactor:Required` e `Vault:Enabled`. As duas
são configuração da implantação, porque uma opção que enfraquece a proteção do console ou ativa chaves
privadas guardadas no servidor não pode estar ao alcance de dentro do próprio console.

**Contas Administrativas**: todas as contas, com perfil, situação de acesso, última entrada e inscrição
do segundo fator. Um Administrador pode criar uma conta, definir uma senha (as sessões existentes da
pessoa terminam em até cinco minutos), tornar uma conta Auditor ou Administrador, **desativá-la**
(ela é mantida, porque a Trilha de Auditoria atribui a ela as ações passadas) e ativá-la de novo, e
**limpar** o segundo fator de alguém, o que também invalida os Códigos de Recuperação da pessoa e a
obriga a fazer a inscrição de novo no próximo login. Ninguém consegue ler ou definir o segundo fator de
outra pessoa.

### Log do Servidor

`/admin/logs`. As linhas mais recentes de um dia UTC do log do próprio Servidor, lidas do arquivo
rotativo em `Logging:File:Directory`, filtradas por nível e por texto: quando, nível, categoria de
origem, mensagem e o id de correlação que leva às linhas correspondentes da Trilha de Auditoria. É uma
conveniência para quem está no console, não um registro: a saída do console é o registro, e o arquivo é
apagado depois de `Logging:File:RetainedDays`. Numa implantação que desligou o arquivo, a tela informa
isso e cita a chave.

### Sua conta

`/admin/account`. A única credencial da plataforma que a própria pessoa gerencia: trocar a senha,
**Substituir seu autenticador** ao trocar de dispositivo e **Gerar um novo conjunto de Códigos de
Recuperação**, com um Código de Recuperação aceito no lugar do autenticador para essa ação.

## Banners

Duas condições colocam um banner em todas as páginas do console enquanto durarem: a PKI de teste da
Lacuna está sendo considerada confiável (`Certificates:Validation:UseLacunaTestPki`, uma opção de
desenvolvimento que faz o certificado de exemplo de qualquer pessoa assinar como `ACTIVE`), e uma linha
de auditoria não conseguiu chegar ao banco de dados.
